Este artigo é um resumo do acontecido do século passado.
Em 1914 o arquiteto italiano Antonio Sant' Elia lançava seu manifesto denominado L' Architettura Futurista, pois na primeira década do século XX o movimento futurista tomava forma tanto na arte e literatura como também na arquitetura, situado no contexto essencialmente da vanguarda italiana.
O movimento celebrava o triunfo da ciência e da técnica com a ideia de progresso, deixando de lado o tradicionalismo que deveria ser substituído por um desafio que fosse implicado pelo próprio tempo, levando em conta a realidade atual em busca de um futuro melhor.
A linguagem adotada no manifesto era predominantemente de choque, as composições textuais tinham como finalidade romper a indiferença e provocar a discussão; este despertar foi uma declaração de guerra aos padrões de composição da linguagem clássica, em favor de algo completamente novo com outras expressões e modos de produção diferentes e próprios, ele propôs uma nova cidade voltada para uma nova sociedade.
O manifesto de Sant' Elia não foi o único envolvido no movimento, porém um dos mais marcantes intensos e influenciadores. Falava sobre a cidade do futuro, a qual deveria ser feita de luz, movimento e tensões para configurar um novo espaço arquitetônico concebido por estes elementos em constante mutações
Uma arquitetura linear, essencial e funcional para uma sociedade dinâmica, como dito uma nova ideia de casa e de cidade que ao contrário dos séculos passados não deveriam ser feitas para durar, mas sim para que cada geração possa refazer ou começar do zero com base na atualidade.
O emprego e aprimoramento da tecnologia foi essencial para aplicação desse ideal, com o passar dos anos o uso de novos materiais e técnicas utilizados nas construções eram vistos como "máquinas gigantescas" conforme termos do manifesto, um elemento representativo dessa interpretação foi o elevador aparente, até hoje muito utilizado em novas construções.
Apesar da pouca idade Antonio Sant' Elia publicou algumas obras consideradas marcantes que são referências até hoje, ele teve uma morte prematura aos vinte e oito anos quando foi para combate na Primeira Guerra Mundial, impedindo que o mesmo pudesse alcançar mais maturidade profissional.
Antonio e os futuristas deixaram um desafio: deixar de lado as "referências" tão usadas e o comodismo para inovar e principalmente fazer melhor.
"Um novo modo de viver e de considerar a vida".
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